28/04/2026
Estreito de Ormuz: navios enfrentam riscos e custos para deixar zona de conflito
Empresas do setor de energia e transporte marítimo intensif**aram esforços para retirar embarcações presas no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do comércio global de petróleo. Em meio à instabilidade, o petroleiro Akti A conseguiu atravessar a região durante uma breve janela de segurança, transportando cerca de 300 mil barris de diesel.
Operado pela Maersk Tankers e com carga destinada à trading Vitol, o navio deixou o Golfo Pérsico após semanas de espera próximo ao Bahrein, período marcado por ataques com drones e mísseis contra embarcações na área.
Riscos elevados e custos crescentes
A retirada de navios da região tornou-se um dos principais desafios para grandes tradings de petróleo e gás. O cenário de conflito elevou signif**ativamente os custos com seguros, taxas portuárias e manutenção, além de aumentar os riscos operacionais.
Em um dos episódios mais graves, um tripulante morreu após embarcações que transportavam nafta serem atingidas por forças iranianas, evidenciando o nível de perigo enfrentado pelas tripulações.
Janelas de passagem são curtas e imprevisíveis
Durante as semanas de conflito, oportunidades de travessia surgiram de forma pontual, mas se fecharam rapidamente. A travessia completa do estreito pode levar até oito horas — tempo suficiente para mudanças no cenário político ou militar.
Em determinado momento, o Irã chegou a declarar a passagem “completamente aberta” após um cessar-fogo regional, levando armadores a mobilizarem navios. No entanto, a liberação durou pouco e o controle voltou a ser restrito, permitindo passagem apenas a embarcações autorizadas.
Ataques e apreensões aumentam tensão
A escalada do conflito incluiu ataques a navios porta-contêineres e a apreensão de embarcações, em resposta a sanções e bloqueios internacionais. Esse ambiente reforça a insegurança no transporte marítimo internacional e impacta diretamente as cadeias logísticas globais.
Navios de grandes armadores chegaram a iniciar travessias, mas recuaram após incidentes com projéteis e alertas de forças iranianas.