13/07/2015
Cerca de 50 caminhões-cegonha, tipo de carreta especializada no transporte de veículos, circularam em torno e depois estacionaram em frente a planta Anchieta da Volkswagen, em São Bernardo, como forma de protesto contra a montadora alemã realizado na manhã desta segunda-feira (13/07). O ato fechou uma pista da via local e causou trânsito desde às 7h.
Os motoristas temem que os contratos de serviços de transportes não sejam renovados com a empresa, que começou a negociar novos preços da área de logística com transportadoras situadas fora do ABCD.
“O objetivo desta manifestação é para que a montadora nos esclareça o porquê da abertura da concorrência para transferir as cargas para outra transportadora sem nos comunicar antes. Se esta medida da Volkswagen for colocada em prática, cerca de 20 mil trabalhadores diretos e indiretos serão afetados”, estimou José Ronaldo Marques da Silva, presidente do Sindicato Nacional dos Cegonheiros.
Segundo o sindicalista, os protestos serão por tempo indeterminado e vão continuar até que a direção da empresa se manifeste sobre o assunto. Enquanto isso não acontecer, os cegonheiros não farão o transporte dos carros da marca.
“Agora, vamos aguardar uma justificativa da empresa. Os atos não têm prazo para acabar, vamos continuar até que isso aconteça. Se houver uma conversa para explicar esta decisão, podemos pensar em voltar a transportar para a montadora”, completou Silva.
Atualmente, empresas terceirizadas como Tegma, Brazul e Transauto ainda têm contrato em vigência com a Volkswagen. Juntas, elas representam cerca de 3.500 pequenas empresas, além dos trabalhadores autônomos, que prestam serviço para as transportadoras.
Ainda segundo o Sindicato, uma carreata até Riacho Grande está marcada para ser realizada às 15h desta segunda.
A Volkswagen informou que, sobre os contratos com prestadores de serviço da área de logística para o transporte de seus veículos, realiza uma ação regular para a verificação e análise do posicionamento de preços de um serviço dentre as opções disponíveis no mercado. E que a cotação de preços com outras transportadoras não tem relação com uma investigação da GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) que é realizada com algumas empresas logísticas do setor do ABCD, conforne noticiou o ABCD MAIOR na semana passada.
Fonte: ABCD MAIOR.
Fotos: Gustavo Amaral.