05/05/2026
Desde a última sexta-feira (1º de maio), o acordo entre Mercosul e União Europeia começou a valer de forma provisória, abrindo um novo capítulo nas relações comerciais entre os dois blocos após décadas de negociação.
O impacto vai além da redução de tarifas. O acordo conecta o Brasil a um mercado de grande escala e alto poder de consumo, ampliando de forma relevante o potencial de exportação para empresas que já atuam, ou querem atuar, na Europa. Estimativas indicam que esse acesso envolve um volume econômico na casa dos trilhões de dólares, o que reposiciona o país dentro do comércio global e aumenta a relevância estratégica das operações internacionais.
Ao mesmo tempo, a redução de tarifas começa a acontecer de forma gradual e combinada com cotas e regras específicas, o que exige leitura atenta das condições aplicáveis a cada produto. O acordo também traz maior previsibilidade regulatória e tende a reduzir entraves operacionais, criando um ambiente mais estável para negociações de médio e longo prazo.
Esse novo cenário amplia oportunidades, mas também eleva o nível de exigência. O acesso ao mercado europeu continua condicionado a padrões técnicos, sanitários e ambientais rigorosos, além de regras de origem e compliance que passam a ter impacto direto na competitividade das exportações.
Para quem já exporta ou pretende iniciar operações com a Europa, este é um bom momento para revisar estratégias e garantir que toda a operação esteja preparada para esse novo ambiente comercial.